Dior e a busca por si mesmo na Semana de Alta-Costura de Paris
- Flávia Ivo | Editora-chefe

- 25 de jan. de 2021
- 2 min de leitura
Eu sempre digo que se engana quem pensa a moda como algo fútil ou apenas material, uma peça para tapar o corpo somente. Além de a moda ser um registro do tempo, de uma época, é uma ferramenta para a manifestação de novos comportamentos e que possui grande impacto social.
Na manhã desta segunda (25), quando tive acesso ao filme de cerca de 15 minutos, dirigido pelo italiano Matteo Garrone, para a Dior, refleti sobre esse papel da moda, de falar o não dito, de trazer a simbologia à tona.
Veja, agora, o filme da Dior:
O vídeo foi realizado para apresentar a coleção Primavera-Verão 2021 da maison francesa na Semana de Alta-Costura que começou hoje. No entanto, o filme enigmático traz muito mais inquietação e curiosidade do que a observação dos trajes dos personagens, que são parte da coleção.
No enredo, uma mulher pergunta a uma cartomante: "quem sou eu?". E, a partir de um jogo de tarô, ela embarca em uma viagem para dentro de si mesma, encontrando a personificação das cartas do tarô neste sonho alucinante.
De acordo com a grife, um dos maiores mestres da moda mundial, o fundador Christian Dior era "fortemente influenciado pelas crenças supersticiosas, e o mundo esotérico das artes divinatórias agora fornece a inspiração para roupas suntuosas ricas em simbolismo".
Separei algumas imagens da encantadora coleção da estilista Maria Grazia Chiuri:
Curiosidade
Foi em Paris que o termo "alta-costura" apareceu, lá no século 19. Serviu para designar o conjunto de maisons (casas de moda) que apresentavam certo nível de qualidade naquela época, e é assim até hoje. O vocábulo é patenteado e, teoricamente, grifes não aprovadas pelo sindicato francês não podem ser intituladas "haute couture" (alta-costura em francês).



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