Schiaparelli celebra corpo e clichês de gênero na PFW
- Flávia Ivo | Editora-chefe

- 25 de jan. de 2021
- 1 min de leitura
"Para mim, desenhar vestidos não é uma profissão, mas uma arte". Na década de 1930, Elsa Schiaparelli fazia essa declaração e, talvez, não soubesse que o legado dela como estilista seria incutir espírito criativo à moda. Felizmente, a marca de luxo parisiene Schiaparelli faz jus à herança deixada pela fundadora na coleção Primavera-Verão 2021, apresentada na manhã desta segunda-feira (25) na abertura da Semana de Alta-Costura em Paris.
De modo virtual, como quase todas as apresentações de moda desde o início da pandemia em todo o mundo, a maison francesa desfilou sua coleção em um vídeo no IGTV de 231 segundos. Veja aqui abaixo:
Na coleção, o diretor de criação Daniel Roseberry buscou celebrar o corpo e os clichês de gênero (falei disso sobre a coleção masculina de Louis Vuitton por Virgil Abloh).
"Nesta minha terceira coleção para a Schiaparelli, eu queria desafiar a ideia do que a alta-costura é e deveria ser, fazendo roupas que respeitassem não só a tradição desta Maison, mas a arte por trás dela, ao mesmo tempo que explodiam os clichês associados ao gênero", revelou Roseberry em declaração publicada no site oficial da maison.
Curiosidade
Foi em Paris que o termo "alta-costura" apareceu, lá no século 19. Serviu para designar o conjunto de maisons (casas de moda) que apresentavam certo nível de qualidade naquela época, e é assim até hoje. O vocábulo é patenteado e, teoricamente, grifes não aprovadas pelo sindicato francês não podem ser intituladas "haute couture" (alta-costura em francês).



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